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| Cristina: “Pode ser grave” |
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O Centro de Atendimento a Doenças Infecciosas (Cadi), vinculado à Vigilância Epidemiológica da Prefeitura de Venâncio Aires, já confirmou 11 casos de leptospirose no município somente este ano. O problema está deixando a população em alerta, já que o número pode ser bem maior. Pelo menos 30 pessoas apresentaram algum dos sintomas da doença, causada pelo contato direto do ser humano com a urina de animais infectados, especialmente ratos. Dessas, 29 já foram internadas com suspeita de leptospirose somente nos últimos dias 60 dias no Hospital São Sebastião Mártir.
Os pacientes, a maioria moradores da zona rural de Venâncio Aires e municípios vizinhos, apresentam febre alta, dor de cabeça, dor muscular acentuada, diarréia e vômito. Segundo a enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Cristina Telles Silva Pfeifer, os casos suspeitos são imediatamente tratados pela equipe médica do hospital, mesmo não havendo certeza quanto ao diagnótico. “A doença pode se tornar grave. Por isso, quanto antes for tratada, melhor”, justifica.
Depois da internação, o Cadi se responsabiliza pela coleta de amostras se sangue, que são encaminhadas para um laboratório de Porto Alegre. É na Capital que os testes confirmam ou não a existência da doença naquele paciente. Para a enfermeira, as atuais condições climáticas, com excesso de calor e chuvas até acima da média, facilitaram a proliferação, aumentando o número de casos. O rato tem o papel principal de reservatório da bactéria leptospira, causadora da enfermidade. A urina do rato contamina outros animais, a água, o solo, os alimentos e, por conseqüência, o homem.
A leptospirose, se não diagnosticada logo, pode causar manifestações hemorrágicas (sangramentos em nariz, gengivas e pulmões) e funcionamento inadequado dos rins, o que causa diminuição do volume urinário. O doente pode ficar em coma e até morrer.
A enfermeira da Vigilância Epidemiológica de Venâncio orienta que as propriedades devem estar sempre limpas e organizadas. Seja no interior ou na cidade, a proliferação de roedores se dá com mais intensidade em locais onde há fácil acesso a produtos alimentícios, como grãos e sobras de comida, principalmente quando deixadas no terreno para consumo de animais. “Evitando a presença de ratos evita-se a possibilidade de contrair a leptospirose”, explicou ela. Também é recomenado o uso de luvas e botas para execução de trabalhos na horta, terreno ou lavoura.
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