| Lucas Uebel/VIPCOMM |
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| Santa-cruzense Bolívar presente em mais uma conquista do Inter. Em 2006 ele foi campeão da Libertadores |
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A galeria está completa. O quase centenário Sport Club Internacional é o único brasileiro a ostentar os títulos da Libertadores, Mundial de Clubes, Recopa e, agora, Copa Sul-Americana. Ontem, com todo sofrimento que uma grande conquista exige, o Colorado empatou em 1 a 1 com o Estudiantes, na prorrogação, e levou o Beira-Rio ao frenesi.
Após verem o time vencer na Argentina por 1 a 0, com dez homens, 51.803 colorados assistiram à derrota pelo mesmo placar no tempo normal. O Gigante sofreu até os nove minutos do segundo tempo da prorrogação. Aí, D’Alessandro cobrou o escanteio, o goleiro Andújar, de grande atuação, voou feito gato até o ângulo para salvar a cabeçada, depois apanhou o rebote de Gustavo Nery à queima-roupa, mas não pôde fazer nada com Nilmar. Predestinado, o camisa 9 viu a bola lhe chamar, a centímetros da linha. O chute com raiva inaugurou a festa que invadiu a madrugada em todo o Estado.
O sofrimento instaurado pela atuação irregular valeu a pena. Melhor em certos momentos, como no início da partida, quando teve um pênalti sonegado pelo árbitro, que ignorou o corte com a mão de Celay no cruzamento de Bolívar, ou quase no intervalo, no chute de Andrezinho, espalmado milagrosamente por Andújar, o Inter foi recuando. O resultou veio no susto do gol de cabeça de Boselli, que o bandeira viu em posição irregular inexistente, e no gol de Alayes, aos 20 minutos do segundo tempo. Livre, ele completou com um chute forte a falta levantada na segunda trave.
DRAMA
A partir do 1 a 0 o tom dramático da decisão assolou o estádio. O Estudiantes parecia mais perto do segundo gol, que lhe daria o título. Alex, artilheiro da competição e responsável pela vitória na Argentina, teve atuação apática e acabou substituído por Taison, mudança que deu mais volume ao time. No entanto, quando chegava forte, o Inter via a bola esbarrar em uma canela, testa, ombro ou nas mãos de Andújar. Tudo indicava as penalidades. Foi assim durante toda a prorrogação.
Sem Verón, substituído devido à exaustão, o Estudiantes cedeu terreno e acabou encurralado, principalmente nos escanteios. Na primeira etapa, Bolívar soltou o pé após o pinball na pequena área e parou no goleiro. Na etapa derradeira, Andújar tentou, mas havia Nilmar. Seu chute deflagrou a festa merecida de um time à beira dos 100 anos, que pode se orgulhar de honrar seu nome. O Inter, assim como o Boca Juniors, é o campeão mais internacional das Américas.
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